{"id":57,"date":"2009-05-11T11:18:28","date_gmt":"2009-05-11T14:18:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.eriberto.pro.br\/blog\/?p=57"},"modified":"2011-11-11T09:39:00","modified_gmt":"2011-11-11T12:39:00","slug":"imagens-de-hd-com-dd-copia-bit-a-bit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/eriberto.pro.br\/blog\/2009\/05\/11\/imagens-de-hd-com-dd-copia-bit-a-bit\/","title":{"rendered":"Imagens de HD com dd: c\u00f3pia bit a bit?"},"content":{"rendered":"<p>Bem, resolvi fazer aqui um coment\u00e1rio simples mas que poder\u00e1 ser \u00fatil para algu\u00e9m (nem que seja academicamente). Acabo de ler em um blog a seguinte frase:<\/p>\n<blockquote><p>[&#8230;] capturar uma imagem forense, [&#8230;] comando dd. Esse comando realiza a c\u00f3pia exata (bit a bit) da origem para o destino. <em>(sic)<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Ocorre que, como um comando, o dd est\u00e1 sob um sistema operacional. Todo sistema operacional, para acessar um disco ou m\u00eddia (HD, CD, DVD, pendrive) precisa solicitar ao hardware que disponibilize os dados. A controladora de um disco s\u00f3 consegue acessar setores. Cada setor de HD possui 512 bytes hoje em dia (h\u00e1 um esfor\u00e7o para que isso mude, em breve, para 4096 bytes, o que possibilitaria a constru\u00e7\u00e3o de discos maiores que 2 TB). J\u00e1 o filesystem, depois de acessar os setores, disponibiliza os blocos (ou clusters, como a M$ os chama). Assim, n\u00e3o existe a possibilidade de c\u00f3pia bit a bit. A c\u00f3pia do dd \u00e9 feita setor a setor e \u00e9 por isso que o valor default do par\u00e2metro bs \u00e9 512. Caso voc\u00ea queira ler o primeiro bit do HD, o sistema operacional carregar\u00e1 o primeiro setor, ler\u00e1 o primeiro bit e descartar\u00e1 o restante das informa\u00e7\u00f5es. Para ler o segundo bit, ocorrer\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o similar. Em outras palavras, uma c\u00f3pia bit a bit seria algo extremamente desgastante e demorado. Para testar isso, insira um pendrive pequeno e utilize os seguintes comandos (considerando o pendrive como sendo \/dev\/sdb):<\/p>\n<pre># time dd if=\/dev\/sdb of=\/tmp\/pen.dd<\/pre>\n<pre># time dd if=\/dev\/sdb of=\/tmp\/pen.dd bs=1<\/pre>\n<p>No primeiro caso, fizemos uma c\u00f3pia setor a setor. Isso \u00e9 o normal. No segundo, fizemos byte a byte. Ou seja: lemos todo o setor, pegamos 1 byte e, depois, descartamos o resto. Veja a diferen\u00e7a de tempo. No meu caso, com um pendrive de 64 MB, a primeira op\u00e7\u00e3o demorou 9 segundos. A segunda op\u00e7\u00e3o demorou 4 minutos e 13 segundos. Imagine se fosse bit a bit&#8230;<\/p>\n<p>Esse erro \u00e9 muito comum, pois constantemente ouvimos pessoas falando em c\u00f3pia bit a bit ou byte a byte. Realmente, no dd, h\u00e1 uma op\u00e7\u00e3o de ler x bytes por bloco. Mas, mesmo assim, setores inteiros dever\u00e3o ser carregados a partir do HD para que, depois, sejam extra\u00eddos x bytes.<\/p>\n<p>Apenas para lembrar, este blog \u00e9 reservado para assuntos t\u00e9cnicos de inform\u00e1tica. Para assuntos casuais, possuo outro blog cujo endere\u00e7o \u00e9 <span style=\"color: #ff0000;\"><em><a href=\"http:\/\/www.eriberto.pro.br\/blog2\">http:\/\/www.eriberto.pro.br\/blog2<\/a><\/em><\/span>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bem, resolvi fazer aqui um coment\u00e1rio simples mas que poder\u00e1 ser \u00fatil para algu\u00e9m (nem que seja academicamente). Acabo de ler em um blog a seguinte frase: [&#8230;] capturar uma imagem forense, [&#8230;] comando dd. Esse comando realiza a c\u00f3pia exata (bit a bit) da origem para o destino. 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