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Cálculo de datas com o comando date no GNU/Linux

Posted by Eriberto on fev 14, 2012 in Debian, Forense computacional, Linux, Sistema Operacional

De vez em quando necessitamos fazer cálculos com datas para nós mesmos ou dentro de scripts. O comando date possui ótimos recursos para nos auxiliar nisso. Este post irá mostrar algumas das possibilidades de cálculo utilizando o date. Mas, antes de tudo, falarei um pouco sobre formatação.

Formatação de datas e hora

O comando date permite a formatação de datas e hora. Basta utilizar uma expressão de formatação iniciada com o caractere “soma”. Exemplos:

$ date
Ter Fev 14 16:15:48 BRST 2012

$ date "+%d de %B de %Y"
14 de fevereiro de 2012

No caso acima, %d refere-se ao dia, %b ao mês e %Y ao ano. Para saber mais sobre os parâmetros possíveis, consulte o manual on-line do comando date ($ man date) e procure por FORMAT.

Observação: BRST significa Brazilian Summer Time. Fora da época de horário de verão teremos BRT (Brazilian Time).

Cálculos elementares

Agora veremos alguns exemplos de cálculos com datas. Será necessário utilizar a chave -d. Apenas ressalto que o resultado final pode utilizar formatação, como descrito antes.

Datas e horas passadas e futuras

Alguns exemplos:

$ date
Ter Fev 14 16:35:46 BRST 2012

$ date -d "+10 days"
Sex Fev 24 16:38:00 BRST 2012

$ date -d "-10 days"
Sáb Fev  4 16:38:17 BRST 2012

$ date -d "+10 min"
Ter Fev 14 16:49:09 BRST 2012

$ date -d "-10 min"
Ter Fev 14 16:29:27 BRST 2012

$ date -d "+10 days -2 hours +10 min -50 secs"
Sex Fev 24 14:49:51 BRST 2012

Agora com formatação:

$ date -d "+10 days -2 hours +10 min -50 secs" '+%d %b %y, %H:%Mh'
24 Fev 12, 14:50h

$ date -d "+2 years +1 month -1 week" '+%d %b %y, %H:%Mh'
07 Mar 14, 15:47h

Exemplo em script:

#!/bin/bash
DATA=$(LANG=C date -d "-1 day" '+%b %e')
cat /var/log/syslog | grep "$DATA" | grep login

Na verdade, você tem que ser intuitivo para lidar com o date. Olha que exemplo louco:

$ date -d "next fri"
Sex Fev 17 00:00:00 BRST 2012

Ele mostrou a data da próxima sexta-feira (fri de friday). Outra saída, caso você não seja intuitivo, é ler o código fonte do comando. O manual on-line não cita as possibilidades. Então, tais possibilidades são (algumas aceitam plural, como hours): ago, day, fortnight, hour, last, min, month, next, now, sec, this, today, tomorrow, week, year e yesterday.

Outro exemplo:

$ date -d "last fri"
Sex Fev 10 00:00:00 BRST 2012

Agora preste atenção: day, fortnight, hour, min, month, sec, week e year são conhecidos como unidades e PODEM ser combinados com ago, last, next, now, this, today, tomorrow e yesterday, que são os modificadores. Exemplo:

$ date -d "last-week +1 day"
Qua Fev  8 17:55:00 BRST 2012

Unix Epoch

Para quem não sabe, o Unix Epoch é uma data de referência do Unix, ou seja, 01 de janeiro de 1970, às 00:00h. Os Unix utilizam bastante essa data. Por exemplo: quando você inclui um usuário no sistema com o comando adduser, uma linha é gerada no arquivo /etc/shadow. O terceiro campo dessa linha é a quantidade de dias decorridos desde o Unix Epoch. Então, é possível saber quando o usuário foi cadastrado ou quando a sua conta foi alterada pela última vez. Veja:

eriberto:$6$8wFWksz9$cGv03Q0y9B3bKVvao168QueUhv7ViMkS3SdXGOYOyqDaaUmjIit3m/0F6/98jTaglalgfatWGpVL4mp/x7oag/:15134:0:99999:7:::

No caso, 15134 é o número de dias desde o Epoch.

É importante dizer que a unidade do Epoch pode variar de aplicação para aplicação. Alguns logs, por exemplo utilizam a quantidade de segundos e não o de dias. É o caso do log do Squid. Veja o exemplo de uma linha desse log:

1294013828.588      0 84.63.123.123 TCP_MEM_HIT/200 943 GET http://www.debianet.com.br NONE/- text/css

No caso, 1294013828 é a quantidade de segundos. O 588 representa fração de segundos.

Cálculos com Epoch

Para saber o Epoch em segundos da data atual, utilize o comando:

$ date +%s
1329246450

Note que %s, segundo o manual on-line do comando date, significa a quantidade segundos passados desde a 00h de 01/01/1970. Para fazer o cálculo inverso, utilize a opção -d com o caractere “@” antes do número. Exemplo:

$ date -d @1329246450
Ter Fev 14 17:07:30 BRST 2012

Para saber o Epoch de uma data qualquer, com a hora, basta especificá-las. O detalhe é que tem que ser em inglês. Exemplo:

$ date +"%s" -d "Feb 14 17:07:30 BRST 2012"
1329246450

Também é possível remover a hora:

$ date +"%s" -d "Feb 14 2012"
1329184800

Assim, fazer cálculos com datas e Epoch ficou fácil. Basta utilizar os conceitos anteriores. Darei alguns exemplos. Comecemos calculando qual data representa o Epoch 15134 em dias.

$ date -d "1970-01-01 +15134 days"
Qui Jun  9 00:00:00 BRT 2011

Agora, veremos o que representa o Epoch 1329246450 em segundos. Já vimos uma forma fácil de fazer isso. Mas uma outra forma seria:

$ date -d "1970-01-01 +1329246450 secs"
Ter Fev 14 20:07:30 BRST 2012

Note que houve uma diferença de 3 horas entre a resposta anterior e esta, considerando ainda o horário de verão (estamos vivendo ele hoje). Isso me parece ser um bug do comando (ou de libraries). Mas se pedirmos o resultado em UTC (hora de Greenwitch), com a opção -u, o resultado será igual. Veja:

$ date -d @1329246450 -u
Ter Fev 14 19:07:30 UTC 2012

$ date -d "1970-01-01 +1329246450 secs" -u
Ter Fev 14 19:07:30 UTC 2012

Como no horário de verão estamos a menos de 2 horas de Greenwitch, o resultado correto brasileiro deveria ser 17:07h. Então, o cálculo com o comando “date -d @1329246450” foi mais preciso. Mas, digamos que o outro comando quebra o galho.

Comando cal

Já que estamos falando de datas, o comando cal também pode ser útil. Ele nos fornece um calendário on-line sempre que precisamos. Exemplos:

$ cal
   Fevereiro 2012
Do Se Te Qu Qu Se Sá
          1  2  3  4
 5  6  7  8  9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29

Há outras opções interessantes:

$ cal -3 —> fornece o calendário do mês anterior, do atual e do próximo.

$ cal 2012 —> mostra o calendário de 2012.

$ cal 9 1971 —> mostra o calendário de setembro de 1971.

$ cal -j —> mostra o calendário juliano.

Este post é particularmente útil para administradores de sistemas.

[]s!

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Cansado de man e apt em português?

Posted by Eriberto on fev 2, 2012 in Debian, Linux, Shell, Sistema Operacional

Ok, sei que muitos vão me condenar até a morte depois que eu escrever isto. Mas é um posicionamento pessoal.

Realmente, não gosto de manual on-line e apt traduzidos. Isso me traz uma série de inconvenientes. Veja um exemplo no Debian Squeeze:

$ man ls   -> me mostra um manual em português de 1998.
$ LANG=C man ls   -> me mostra um manual em inglês de 2010!

O que eu fiz aqui? Mudei a variável de ambiente LANG somente para o comando em questão ao colocá-la na frente do mesmo. O “C” quer dizer POSIX. Em POSIX, o idioma é inglês. Experimente os seguintes comandos:

$ LANG=C date
$ date

Entendeu? Muda o idioma, somente para o comando e somente naquela execução. Um outro exemplo:

$ apt-cache search database monitor   -> me traz 31 resultados
$ LANG=C apt-cache search database monitor   -> me traz 48 resultados

Assim sendo, a minha solução foi editar o ~/.bashrc e inserir no final:

alias man='LANG=C man'
alias apt-cache='LANG=C apt-cache'

Agora, cada vez que consulto algo no ambiente gráfico, em se tratando de man ou apt-cache, vem em inglês e atualizado.

Espero que seja útil para alguém. Eu já até paguei mico abrindo bug no Debian porque estava lendo um manual desatualizado.

[]s!

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OpenVPN com Windows 7

Posted by Eriberto on fev 2, 2012 in Debian, Internet, Linux, Rede, Segurança

Recentemente, alguns clientes de rede que trabalham em outro ambiente e se conectam via OpenVPN fizeram upgrade de XP para 7. Depois desse upgrade, tivemos dois problemas:

  • Algumas máquinas se conectavam mas não acessavam a rede interna.
  • Outras se conectavam mas chegavam via Internet e não via VPN. Assim, eram bloqueados pelo sistema de firewall para o acesso a determinados serviços.

Comecei a realizar testes com um netbook com Windows 7 via 3G. O console do OpenVPN GUI mostrava bem claramente uma situação: na hora de criar rotas, eu obtinha o erro Route addition via IPAPI failed. Então, olhando o manual on-line do OpenVPN e procurando por Windows, encontrei:

Windows-Specific Options:
[...]
--route-method m
     Which method m to use for adding routes on Windows?

     adaptive (default) -- Try IP helper API first.  If that fails, fall back to the route.exe shell command.
     ipapi -- Use IP helper API.
     exe -- Call the route.exe shell command.

Outra boa opção que encontrei na Internet e depois procurei entender no manual foi a –route-delay. Esta opção também é benéfica nos MS Windows. As citadas opções devem ser inseridas no script do cliente. Assim, incluí as seguintes linhas nos clientes:

--route-method exe
--route-delay 5

Bem, com as linhas acima, a situação mudou. Passei a receber uma mensagem referente a não ter privilégios para criar rotas. Então, executei o OpenVPN GUI como administrador e deu certo. Um pouco estranho, pois os usuários teriam que ter a senha de algum administrador. Então, procurando na Internet sem parar, não encontrei uma solução direta via Windows. Parece que ninguém encontrou. Mas há aplicativos como suDown e sudowin que dizem resolver o problema. Não os testei porque realmente não estou precisando desse tipo de solução.

O último problema enfrentado foi o fato dos usuários conseguirem navegar fora do túnel. Na maioria das vezes isso não é problema, a não ser no nosso caso (aqui no meu trabalho). Dependendo do IP de origem (VPN ou Internet), o nosso usuário terá direito a alguns acessos. Então, ele deverá estar o tempo todo dentro do túnel. Já tínhamos uma configuração para isso, do lado do servidor. Trata-se da seguinte linha no arquivo do OpenVPN server (em /etc/openvpn/):

push "redirect-gateway"

Só que  não estava funcionando. Então, voltando ao manual on-line do OpenVPN para ver se tinha algo especial para o Windows 7, descobri que a opção mudou e foram acrescidos parâmetros. Ele explica cada parâmetro e recomenda def1, que realmente bate com o meu caso. Então, a nova linha:

push "redirect-gateway def1"

Com isso tudo se resolveu e os Windows 7 estão na VPN.

[]s!

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Mensagem de teste com Sendmail e Procmail (adaptável ao Postfix e outros)

Posted by Eriberto on fev 1, 2012 in Debian, Internet, Linux, Rede

A história

Uso Sendmail desde 1998 e, atualmente, administro dois servidores com esse SMTP. Sempre utilizei a solução clássica de procmail para fazer mensagem de teste automatizada. Com isso, depois de configurar os seus programas de e-mail sob protocolo POP3 ou POP3s, os técnicos e usuários podem testar o funcionamento, enviando uma mensagem vazia para teste@dominio.com.br.

A citada solução clássica de procmail, muito conhecida, é a seguinte:

:0
* ^From.*dominio.com.br
* ^To.*teste@dominio.com.br
{
 :0 c
    | (formail -ri "From:teste@dominio.com.br"; cat /usr/share/msg/teste.msg) | sendmail -oi -t
 :0
    /dev/null
}

(Para saber a sobre a sintaxe utilizada acima, $ man procmailrc, $ man formail e $ man sendmail.)

No entanto, em algumas instalações o Procmail+SMTP engasga e termina não executando a linha formail/cat/sendmail corretamente. Assim, resolvi mudar o método, inovar e embelezar.

A solução

No procmail, o caratere pipe é responsável por executar alguma rotina. Assim, criei um script externo e determinei a execução via pipe. O procmail ficou assim (colocar dentro do arquivo /etc/procmailrc, que deverá ser criado caso não exista):

:0
* ^From.*dominio.com.br
* ^To.*teste@dominio.com.br
{
  :0 c
     |/usr/share/msg/teste.sh
  :0
     /dev/null
}

O script /usr/share/msg/teste.sh, ativado pelo procmail, é este:

#!/bin/bash
# by Eriberto - C 2012

formail -ri "From: teste@dominio.com.br" \
    -I "Subject:" \
    -A "Subject: Servidor Mail - RESPOSTA AO SEU TESTE" \
    -A "Content-Type: text/html; charset="ISO-8859-1"" \
    > /tmp/resposta

cat /usr/share/msg/teste.msg >> /tmp/resposta

cat /tmp/resposta | sendmail -oi -t

O script anterior deve receber permissão de execução:

# chmod 750 /usr/share/msg/teste.sh

Por fim, a mensagem teste.msg, utilizada pelo script anterior é um texto em HTML. Eu usei o SeaMonkey Composer para fazer o HTML (IceApe no Debian; basta fazer # apt-get install iceape-browser e, no menu Window escolher Composer ). Mas você pode até usar sites on-line, como o quackit.com ou o Free Online HTML Editor.

O resultado final foi este (clique para ampliar):

Bem, é isso. Divirta-se!!!

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Encontrando sites similares

Posted by Eriberto on jan 19, 2012 in Internet, Vida e Curiosidades

Uma pequena dica que poderá ser útil para muitos é a respeito do Similar Site Search.

O site http://www.similarsitesearch.com é um motor de buscas que procura por sites similares, a partir de uma URL ou domínio.

Apenas como exemplo, ao utilizar uol.com.br na busca, os 5 primeiros resultados foram (apenas o título):

1. Terra – Notícias, vídeos, esportes, economia, diversão, música,…
2. iG – Notícias, Vídeos, Famosos, Esportes, Bate Papo, Infográficos
3. Band.com.br – O portal de notícias do Grupo Bandeirantes
4. clicRBS – Notícias, esporte, jogos, vídeos, blogs e muito mais do…
5. R7.com – Notícias, entretenimento, esportes e vídeos

Já para buscape.com.br, foi mostrado:

1. Zura! – Buscar. Comparar. Comprar.
2. Twenga : A maior seleção de produtos e lojas online
3. Shopping UOL – Ache o menor preço de Celulares, Notebooks, Netbook…
4. Bondfaro – As Melhores Marcas e As Melhores Lojas Você Encontra Aqui
5. Americanas.com – Celulares, Notebooks, TVs, Tablets e Ar Condiciona…

Além do título do site, também são mostrados dados como URL, grau de similaridade, popularidade e idioma. Ainda, as pessoas podem votar em cada resultado. Note que caso ocorram votações, os resultados poderão ser diferentes dos mostrados neste post.

Agora o mais curioso: caso o site pesquisado não esteja indexado, o Similar Site Search o faz em cerca de 5 minutos. Então, ao retornar depois desse tempo, você já terá resultados.

Divirta-se!

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Filesystem Hierarchy Standard (FHS)

Posted by Eriberto on jan 2, 2012 in Linux, Sistema Operacional

A Filesystem Hierarchy Standard (FHS) é uma norma que tenta padronizar os diretórios existentes nos Unix e derivados, como o GNU/Linux. Exemplo: qual a diferença entre /sbin e /usr/sbin? Ou entre /tmp e /var/tmp?

Há cerca de uma semana, o seu site original, localizado em http://www.pathname.com/fhs, parou de responder. Como essa é uma norma muito valiosa para muitos usuários, programadores, professores etc, coloquei uma cópia de emergência da versão 2.3 aqui. Então, caso você esteja precisando da FHS com urgência, tente primeiro o endereço oficial. Caso o mesmo não esteja respondendo, vá para o meu link.

Espero que isto ajude a alguém além de mim.

Ah, você nunca leu a FHS? Então aproveite e leia agora. Tenho a certeza de que não irá arrepender-se.

[]s

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Firefox 7 ou 8 (Iceweasel) no Debian Squeeze

Posted by Eriberto on nov 21, 2011 in Debian, Internet, Linux, Programas, Rede

De uns dias para cá, alguns usuários do Debian Squeeze (Debian 6.0.3) devem ter notado que, ao utilizarem o Firefox (Iceweasel), receberam mensagens solicitando que a versão do mesmo fosse atualizada. Um exemplo clássico é o GMail, que alterou a sua interface e não convive bem com o Iceweasel 3.5, como pode ser visto na figura a seguir.

Obs: Para quem não sabe, em curtas palavras, sem contar muita história, Iceweasel é o nome do Firefox no Debian.

Uma solução para ter um Firefox mais moderno é instalar a versão existente no Debian Testing (Wheezy). Atualmente, o Debian Testing conta com o Iceweasel 7 (o Unstable já conta com a versão 8, que estará disponível em breve no Testing). Mas não basta instalar esse Firefox e não atualizá-lo. Também creio que as pessoas que usam o Debian Stable (Squeeze) não queiram fazer um upgrade total para o Testing. A solução é controlar tudo pelo arquivo /etc/apt/preferences.

Inicialmente, edite o arquivo /etc/apt/sources.list e adicione como últimas linhas:

deb http://ftp.us.debian.org/debian/ wheezy main
deb http://security.debian.org/ wheezy/updates main

Para forçar o sistema a reconhecer os novos repositórios, execute:

# apt-get update

Depois, edite (ou crie) o arquivo /etc/apt/preferences e coloque como conteúdo:

Package: *
Pin: release a=stable
Pin-Priority: 600

A configuração anterior previne que o Wheezy, por ser mais novo, seja utilizado por default para para instalações de pacotes ou atualizações. Cada repositório possui um peso que, por padrão, é 500. Assim, se os repositórios do Stable e do Testing tiverem o mesmo peso, os pacotes do Testing sempre serão instalados, uma vez que são mais novos. Colocando um peso de 600 para o Stable, teremos que especificar o Testing, no comando apt-get, com a chave -t, sempre que quisermos utilizá-lo. Ainda, nas linhas anteriores, caso você deseje citar a release pelo seu codinonome (lenny, squeeze, wheezy), utilize n= em vez de a=. Exemplo: n=squeeze.

É chegada a hora da instalação. Se você emitir um apt-get comum, nada ocorrerá. Exemplo:

# apt-get install iceweasel

Mas, citando a release, instalará o pacote desejado:

# apt-get install -t testing iceweasel

ou

# apt-get intall -t wheezy iceweasel

É normal a instalação de outros pacotes que são requeridos para o correto funcionamento do Iceweasel na versão existente no Testing. Ainda, o Iceweasel não possui pacotes recomendados, que são elementos extras que são instalados por default. Mas, se houvesse, seria possível evitar a instalação dos recomendados com –no-install-recommends. Exemplo:

# apt-get install -t testing --no-install-recommends iceweasel

Feliz novo Firefox!

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Redes de computadores: controle de tráfego para evitar saturação do link

Posted by Eriberto on nov 10, 2011 in Debian, Internet, Linux, Rede

Com certeza quase todo administrador de rede tem uma dor de cabeça constante: reclamações sobre o link Internet estar lento. Isso ocorre porque a maioria das redes não possuem controle de tráfego.

O controle de tráfego é essencial, pois propicia condições justas para que todos naveguem com boa velocidade. Mas o que causa a saturação do link? Um exemplo clássico é o Emule. Imagine que você possua um link de 10 Mb/s na sua empresa e 20 computadores. De repente, um computador começa a baixar um filme via Emule. Ele buscará partes do filme em várias fontes. Com isso, baixará uma pedaço aqui, outro ali etc. Tudo ao mesmo tempo. Assim, por causa de uma única máquina, foram-se os seus 10 Mb/s. Aumentar o tamanho do link é sinônimo de deixar o “bandido ladrão de link” baixar mais filmes ao mesmo tempo. De nada resolve. A solução é controle de tráfego.

Como acabo de falar sobre Delay Pool no Squid lá no meu Wiki, resolvi escrever este artigo para agrupar tudo o que tenho sobre controle de tráfego.

HTB e Iptables

O HTB é uma disciplina de controle que permite criar diversos canais, conhecidos como classes, por onde passarão os diversos tipos de tráfego. São como tubos. Podemos dizer que em um tubo passará somente o que for HTTP, em outro o que for FTP e email e assim por diante. Um dos tubos será o default. Tudo que não for especificado de alguma forma cairá no tubo default. Ainda, podemos dizer qual classe (tubo) tem prioridade. Assim, em um momento de disputa, um tráfego HTTP terá prioridade, por exemplo. Resultado: rede dez vezes mais rápida com o mesmo link.

O Iptables entende HTB. Então, o HTB criará as classes e o Iptables colocará cada tipo de tráfego na classe correta.

As referências são as seguintes:

Delay pool no Squid

O delay pool permite, dentre outras tarefas, controlar a velocidade de download na rede por usuário. Essa é uma medida complementar obrigatória ao HTB. O Squid consegue gerenciar sozinho praticamente tudo, podendo, inclusive, utilizar expressões regulares.

Implementar um controle por usuário via HTB seria extremamente complicado e trabalhoso. Disso vem a importância de agregar o Squid ao HTB.

A referência é a seguinte:

Curiosidade

Apesar de muitos se referirem às atividades citadas como “controle de banda”, o nome correto é “controle de tráfego”. Banda é a capacidade de transmissão que um meio tem. Essa capacidade é medida em hertz. Controle de tráfego é dizer quais pacotes têm prioridade, a velocidade que os mesmos poderão trafegar etc.

Conclusão

Controle de tráfego é essencial em uma rede. Sem ele, as redes de computadores só funcionam pela graça de Deus.

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DNS para todos! (DNS público do Google e do OpenDNS)

Posted by Eriberto on nov 1, 2011 in Internet, Linux, Microsoft e Windows, Rede, Segurança

Uma dicazinha rápida…

Há poucos instantes o site Linha Defensiva publicou, via Twiter (siga-os clicando aqui), sobre o envenenamento de servidores DNS da GVT. Com isso, os usuários estariam caindo em páginas falsas, que geralmente pedem usuários, senhas etc, com o intuito de roubar dados.

A solução dada foi utilizar os DNS públicos do Google e do OpenDNS. São eles:

Google: 8.8.8.8 e 8.8.4.4 (site: http://code.google.com/intl/pt-BR/speed/public-dns)

OpenDNS: 208.67.222.222 e 208.67.220.220 (site: http://www.opendns.com)

Para quem não sabe, qualquer DNS Internet pode ser utilizado por qualquer pessoa a ela conectada para encontrar as máquinas desejadas. Não precisa ser o DNS do seu provedor, como muitos pensam.

[]s

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Sempre tem um mané com wireless sem senha. Basta usar!

Posted by Eriberto on out 25, 2011 in Internet, Rede, Segurança, Vida e Curiosidades

Wireless sem senha: quem é o mané?Uma realidade…

Bem, creio que para muita gente não seja novidade que diversas pessoas deixam seus roteadores wireless com a configuração com a qual vieram de fábrica, ou seja, sem senha ou segurança nenhuma. Isso permite que, por exemplo, paremos o nosso carro ao lado de um prédio e comecemos a navegar na Internet. Quem é que nunca fez isso?

Quem é o mané?

Agora pense… Imagine que uma pessoa mal intencionada disponibilize um acesso wireless sem senha para a Internet e que você e um monte de outros seres humanos passem a utilizá-lo. Imagine também que essa pessoa grave todo o tráfego que passa pelo roteador wireless usando um computador acoplado ao mesmo e um tcpdump, por exemplo. Ainda, vislumbre a possibilidade desse tráfego conter as suas senhas que não estejam protegidas por sistemas com criptografia, além de dados pessoais… Tudo isso, a partir de agora, estará nas mãos de alguém que você nunca viu e nem verá… E o pior: no caso da maioria dos usuários, a senha de e-mail é a mesma da conta bancária etc.

Depois de todo esse raciocínio, responda: quem é o mané nessa história???

Bem, há tempos estou para escrever este post simples. Mas como citei esse fato em uma palestra hoje, fiquei inspirado. 🙂

Só para fechar, há a possibilidade de utilizar uma VPN para garantir que os seus dados irão trafegar com segurança. Mas, quem é que sempre tem um gateway VPN prontinho para ser utilizado???

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