4

Utilizando o minicom para configurar switches HP

Posted by Eriberto on set 20, 2012 in Debian, Hardware, Linux, Rede

Recentemente, aqui no meu trabalho, adquirimos dois switches de camada 3 da HP (que comprou a 3Com em 2010). Ou seja: trata-se de um switch de excelente nível. No caso, o modelo escolhido foi o HP V1910-24G (JE00A), que pode ser visto na foto.

A configuração inicial do switch deve ser feita por porta serial e, para isso, escolhi o programa minicom. Eu usava esse programa no Linux na década de 90 para conectar a Internet.

O objetivo deste post é ensinar como se utiliza o minicom para uma tarefa desse tipo.

Inicialmente, instale o minicom:

# apt-get install minicom

A seguir, descubra qual é a sua porta serial:

root@libra:~# dmesg | grep -i tty
[    0.000000] console [tty0] enabled
[    0.953206] serial8250: ttyS0 at I/O 0x3f8 (irq = 4) is a 16550A
[    1.198559] 00:08: ttyS0 at I/O 0x3f8 (irq = 4) is a 16550A
[    1.294329] 0000:00:16.3: ttyS1 at I/O 0x4100 (irq = 17) is a 16550A

 

 

No meu caso, eu conto com as seriais ttyS0 e ttyS1. É interessante sempre tentar a primeira. Assim, usaremos ttyS0. No próprio switch, acima da porta, estão as suas especificações, como podemos ver na figura. Por padrão, o minicom utiliza a porta /dev/modem, a 115200 Bps, com 8 bits de dados, stop bits 1 e sem controle de fluxo por software (8, 1, N). Então, precisamos iniciar o minicom alterando a porta e a velocidade. Para isso, utilize o comando:

# minicom -D /dev/ttyS0 -b 38400

Uma vez dentro do minicom, pressione Ctrl a e, depois, o. Selecione Modem e discagem. Surgirá uma janela com com diversos parâmetros, como pode ser visto na figura a seguir:

Observe que o primeiro campo, String de inicialização, está vazio. Então, para estabelecer uma string automaticamente, pressione a. Em seguida, pressione ENTER duas vezes para retornar ao menu de Configuração. Escolha Sair.

Na tela principal do minicom, para realizar a conexão, pressione Ctrl a e m. Utilize admin como username pressione ENTER para deixar a senha em branco (esse é o padrão inicial do HP). Bem vindo! Caso precise sair do minicom, utilize Ctrl a e x.

Alternativamente, você pode iniciar o minicom no modo setup e gravar, de forma permanente, todas as configurações. Para isso, utilize o comando:

# minicom -s

 

Tags:, , , , , , , ,

 
51

Descobrindo o Linux 3ª edição: uma explanação sobre o preço do livro

Posted by Eriberto on jul 11, 2012 in Linux, Sistema Operacional, Vida e Curiosidades

Na sexta-feira, dia 06 de julho de 2012, foi lançada a 3ª edição do livro Descobrindo o Linux (vou chamar de DL3 ou DL em alguns trechos). E logo foi postado no site da Novatec um comentário em http://www.novatec.com.br/livros/linux3, enaltecendo a obra mas criticando o preço do livro.

E aproveitando então esta oportunidade, escrevo este post com o objetivo de mostrar que o preço praticado pela editora é compatível, por todo o trabalho de revisão e ampliação feito para esta 3ª edição, e também por conhecer a seriedade da equipe que trabalha por lá.

Vocês realmente não imaginam como a Novatec é séria, ao ponto de não aceitar qualquer obra e de sempre ser transparente com os seus autores e leitores. Por favor, vejam que o objetivo não é desmerecer o leitor, mas sim aproveitar a oportunidade para esclarecer a todos como o Descobrindo o Linux foi feito e qual foi o seu custo real.

O primeiro ponto a ressaltar é o de que não daria para distribuir somente as atualizações em relação à 2ª edição. Quem acompanhou o desenrolar do meu trabalho via blog, wiki e twitter sabe que o livro foi, antes de tudo, 100% revisado. Literalmente, não teve uma página sequer que não tenha sofrido alteração. E a explicação disso é muito simples: além do grande acréscimo de informações, muito tempo se passou desde 2007 e, com isso, diversas informações se tornaram obsoletas, necessitando de atualização. Ainda, surgiram 13 capítulos novos.

O custo de um livro no Brasil é imenso e, além disso, a Novatec não possui uma gráfica própria. Mas ela possui funcionários que realizam toda a editoração do livro. O DL3, por exemplo, foi trabalhado por cerca de 90 horas (3 semanas) dentro da editora. Vários aspectos foram verificados e o contato com o autor foi intenso. Eu trouxe para mim a responsabilidade de fazer o índice que fica no fim do livro. Só para terem uma ideia (muitos acompanharam ao vivo) isso levou cerca de 25 horas. Um simples índice! Mas são quase 1000 páginas e o leitor tem que encontrar o que procura. Se a Novatec tivesse feito o índice, levaria mais horas ainda e ele não seria tão preciso, uma vez que o autor conhece o conteúdo bem melhor e tem mais condições de apontar o que é importante ou não. Mas ainda falando de custo, temos papel, gráfica, transporte, marketing, impostos e contas como energia elétrica, salários e IPTU da editora. No fim, o autor e a editora recebem, cada um, cerca de 10% do valor de venda de cada livro. Não é muito para mim, uma vez que trabalhei por 3 anos, nas minhas férias e fora delas (isso mesmo, nem viajei!), e até fiquei doente por causa do livro. Ninguém escreve 928 páginas com perfeição, com mil verificações, de graça. Pensem nisso. Precisa valer a pena abandonar a família e a vida para se dedicar a algo que será útil para uma nação. Será que 10% por livro paga isso??? Você faria??? Bem, também entra o amor pelo o que fazemos.

A primeira edição do Descobrindo o Linux custou R$ 79,00. Ela tinha 420 páginas. A segunda edição, com 544 páginas, custou R$ 81,00. O Rubens Prates, editor da Novatec, optou por não subir muito o preço do livro, que já era bem aceito pelo mercado, para não prejudicar os leitores. Assim, ele teve um lucro bem reduzido em cima de algo que já estava consagrado. Agora, a terceira edição tem 928 páginas e custa R$ 129,00. Se fizermos uma regra de três, concluiremos que deveria custar R$ 175,00 em relação à primeira edição ou R$ 138,00 em relação à segunda. Mas, até por ser um livro universitário, a Novatec novamente optou por um lucro reduzido. Notem que ela já está bem abaixo dos 10% de lucro por exemplar.

Por fim, vamos analisar o valor de alguns livros consagrados, de informática ou não, caso tivessem 928 páginas. Veja isso na tabela a seguir. Alguns foram indicados como mais vendidos nesta semana no site da Saraiva. Foi considerado o preço de tabela.

Agora veja alguns bons livros vendidos na Amazon. Considerando o dólar hoje como R$ 2,00, o DL3 custaria US$ 64,50. Observe a tabela a seguir.

Conclusão: livro, principalmente no Brasil, é caro. Dá para dizer que a Novatec está praticando um preço alto??? Mesmo assim, ainda foi oferecido um desconto de 20% na pré-venda que foi amplamente divulgado.

Por fim, cabe ressaltar, novamente, que a 3ª edição do livro não é idêntica à anterior. É praticamente um livro novo, totalmente retrabalhado, o que inabilita a 2ª edição. Em virtude disso, a mesma nem chegou a ser reimpressa, o que levou à falta do livro no mercado por quase 3 anos. A 3ª edição não é uma cópia da 2ª, mas sim um amplo esforço de atualização e aumento de conteúdo.

Espero ter esclarecido a situação.

Boa leitura a todos!

 

Obs: este assunto, naturalmente, teria sido publicado no meu Blog Casual. No entanto, acho que este Blog Técnico tem um maior alcance em relação ao pessoal técnico.

Tags:, , , , , , , ,

 
8

Aumentando o tamanho do HD no VirtualBox 4

Posted by Eriberto on maio 22, 2012 in Debian, Linux, Microsoft e Windows, Sistema Operacional

Situação

Temos um GNU/Linux com VirtualBox 4 instalado e uma máquina virtual com HD de 30 GB. O HD ficou pequeno e necessitamos aumentar o mesmo para 60 GB.

Procedimentos

  • Inicialmente, como usuário comum, vá para o diretório que contém o disco da máquina virtual. Geralmente é o ~/.VirtualBox/VDI. Lá você poderá ver os todos os discos virtuais. Exemplo:
eriberto@libra:~/.VirtualBox/VDI$ ls -lh

-rw------- 1 eriberto eriberto 577M Mai 18 19:32 Debian Squeeze Install.vdi
-rw------- 1 eriberto eriberto 4,1G Jun 14  2011 Debian Squeeze.vdi
-rw------- 1 eriberto eriberto 6,0G Mar  2 08:13 Debian Wheezy.vdi
-rw------- 1 eriberto eriberto  30G Mai 22 10:55 Win7-30GB.vdi
  • A seguir, considerando que você queira ampliar o HD para 60 GB, que equivale a 61440 MB, emita o comando:
$ VBoxManage modifyhd /home/eriberto/.VirtualBox/VDI/Win7-30GB.vdi --resize 61440
  • Com o procedimento anterior, passaremos a ter uma área de disco extra. Observe que o comando ls não mostrará isso caso você tenha criado uma imagem de disco dinamicamente expansível. Veja:
eriberto@libra:~/.VirtualBox/VDI$ ls -lh Win*

-rw------- 1 eriberto eriberto 30G Mai 22 08:52 Win7-30GB.bak.vdi
-rw------- 1 eriberto eriberto 30G Mai 22 10:58 Win7-30GB.vdi
  • O último passo será expandir o filesystem dentro do novo HD. Para tanto, inicialize a máquina virtual e, dentro da mesma, utilize um dos seguintes métodos:
    • Nos GNU/Linux, para expandir em ambiente gráfico, use o GParted (# apt-get install gparted no Debian).
    • Nos GNU/Linux, para expandir em ambiente texto, use o Parted (# apt-get install parted no Debian).
    • No Windows 7 (e talvez Vista) você poderá utilizar um utilitário nativo. Para acessá-lo, clique no menu Iniciar e na área de pesquisa, digite partições. Clique em Criar e formatar partições do disco rígido (opção que será mostrada).
    • Em Windows mais antigos é possível expandir os filesystems com o programa EaseUS Partition Master Home. Por favor, fiquem à vontade para indicar outros programas similares nos comentários deste post.

Teste

O último passo será testar o novo HD. Para isso, verifique, dentro da máquina virtual, o seu tamanho final e reinicialize o sistema para ver como o mesmo reage.

 

Tags:, , , , , , , ,

 
2

Modem 3G EDGE USB comprado na DealExtreme

Posted by Eriberto on abr 14, 2012 in Debian, Hardware, Internet, Linux, Rede

Pessoal, vou pastar aqui um comentário (review) que estou enviando para http://dx.com sobre este produto:

http://dx.com/edge-u2-edge-usb-2-0-wireless-modem-adapter-edge-gprs-gsm-54921

Inicialmente a foto do modem USB:

 

Agora a minha avaliação:

Price Rating: 5 stars
Ease-of-use Rating: 4 stars
Build Quality Rating: 5 stars
Usefulness Rating: 5 stars

Title: Worked fine on Debian Squeeze (Linux)

Prós: Size and design. Worked on Linux, in Brazil, using TIM as telephone operator.

Cons: not yet.

Other Thoughts:
Worked fine on Debian Squeeze. You must follow the steps:

1. # apt-get install usb-modeswitch wvdial
2. Edit /etc/usb_modeswitch.conf and change from DisableSwitching=0 to
DisableSwitching=1.
3. Insert modem in USB port.
4. Mount and unmount the modem (internal CD-ROM emulator) to force a
switch from CD-ROM to modem.
5. # wvdialconf
6. Edit /etc/wvdial.conf
7. # wvdial
8. Be happy!

Bottomline:
Details:

— CD-ROM emulator —

> usb 3-1: New USB device found, idVendor=0471, idProduct=1210
> usb 3-1: New USB device strings: Mfr=1, Product=2, SerialNumber=3
[…]
> scsi 6:0:0:0: CD-ROM            Philips  Dev. 0 LUN 0     1.0  PQ: 0 ANSI: 0
[…]

— Modem —

> usb 3-1: New USB device found, idVendor=1dbc, idProduct=0005
> usb 3-1: New USB device strings: Mfr=1, Product=2, SerialNumber=3
> usb 3-1: Product: EDGE Modem
> usb 3-1: Manufacturer: Wisue Technology
> usb 3-1: SerialNumber: 000000-00-000000
> cdc_acm 3-1:1.0: ttyACM0: USB ACM device
> usbcore: registered new interface driver cdc_acm
> cdc_acm: USB Abstract Control Model driver for USB modems and ISDN adapters

Tags:, , , , , , , ,

 
5

udev: renaming an ethernet interface without reboot

Posted by Eriberto on abr 7, 2012 in Debian, Hardware, Kernel, Linux, Sistema Operacional

In English (para português, olhe abaixo)

To rename a network interface in Linux, switching from eth0 to eth1 and from eth1 to eth0, you should follow some steps.

1. Edit the /etc/udev/rules.d/70-persistent-net.rules file.

See bellow an example of the file:

# This file was automatically generated by the /lib/udev/write_net_rules
# program, run by the persistent-net-generator.rules rules file.
#
# You can modify it, as long as you keep each rule on a single
# line, and change only the value of the NAME= key.

# USB device 0x:0x (dm9601)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:e0:4c:53:44:58", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="eth*", NAME="eth0"

# USB device 0x:0x (rt73usb)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:1d:0f:df:59:c6", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="wlan*", NAME="wlan0"

# PCI device 0x10ec:0x8139 (8139too)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:08:54:6a:3a:cd", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="eth*", NAME="eth1"

 

2. Change eth0 and eth1 names at end of lines.

See bellow the final situation (showing the relevant parts only):

[...]
# USB device 0x:0x (dm9601)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:e0:4c:53:44:58", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="eth*", NAME="eth1"

[...]
# PCI device 0x10ec:0x8139 (8139too)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:08:54:6a:3a:cd", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="eth*", NAME="eth0"

 

3. Look at lines and search the kernel modules used by each network interface. We have dm9601 for eth1 and 8139too for eth0.

4. Remove and reload the kernel modules. You can use these commands:

# modprobe -r dm9601 8139too
# modprobe -a dm9601 8139too

 

5. When you load a kernel module, udev reads the associated config file and loads the rules.

See the results:

root@canopus:~# ifconfig
eth0      Link encap:Ethernet  Endereço de HW 00:08:54:6a:3a:cd  
          inet end.: 192.168.1.180  Bcast:192.168.1.255  Masc:255.255.255.0
          endereço inet6: fe80::208:54ff:fe6a:3acd/64 Escopo:Link
          UP BROADCASTRUNNING MULTICAST  MTU:1500  Métrica:1
          RX packets:994 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
          TX packets:1151 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
          colisões:0 txqueuelen:1000 
          RX bytes:663937 (648.3 KiB)  TX bytes:290276 (283.4 KiB)
          IRQ:22 

eth1      Link encap:Ethernet  Endereço de HW 00:e0:4c:53:44:58  
          endereço inet6: fe80::2e0:4cff:fe53:4458/64 Escopo:Link
          UP BROADCASTMULTICAST  MTU:1500  Métrica:1
          RX packets:0 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
          TX packets:0 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
          colisões:0 txqueuelen:1000 
          RX bytes:0 (0.0 B)  TX bytes:0 (0.0 B)

lo        Link encap:Loopback Local  
          inet end.: 127.0.0.1  Masc:255.0.0.0
          endereço inet6: ::1/128 Escopo:Máquina
          UP LOOPBACKRUNNING  MTU:16436  Métrica:1
          RX packets:26345 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
          TX packets:26345 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
          colisões:0 txqueuelen:0 
          RX bytes:16608459 (15.8 MiB)  TX bytes:16608459 (15.8 MiB)

 

Hope that helps.

In Portuguese

Para renomear uma interface de rede no Linux, alterando de eth0 para eth1 e de eth1 para eth0, você deve serguir alguns passos.

1. Edite o arquivo /etc/udev/rules.d/70-persistent-net.rules file.

Veja abaixo um exemplo do arquivo:

# This file was automatically generated by the /lib/udev/write_net_rules
# program, run by the persistent-net-generator.rules rules file.
#
# You can modify it, as long as you keep each rule on a single
# line, and change only the value of the NAME= key.

# USB device 0x:0x (dm9601)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:e0:4c:53:44:58", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="eth*", NAME="eth0"

# USB device 0x:0x (rt73usb)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:1d:0f:df:59:c6", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="wlan*", NAME="wlan0"

# PCI device 0x10ec:0x8139 (8139too)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:08:54:6a:3a:cd", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="eth*", NAME="eth1"

 

2. Altere os nomes eth0 e eth1 no fim das linhas.

Veja abaixo a situação final (apenas as partes relevantes):

[...]
# USB device 0x:0x (dm9601)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:e0:4c:53:44:58", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="eth*", NAME="eth1"

[...]
# PCI device 0x10ec:0x8139 (8139too)
SUBSYSTEM=="net", ACTION=="add", DRIVERS=="?*", ATTR{address}=="00:08:54:6a:3a:cd", ATTR{dev_id}=="0x0", ATTR{type}=="1", KERNEL=="eth*", NAME="eth0"

 

3. Olhe as linhas e procure pelos módulos de kernel utilizados por cada interface de rede. No caso, temos dm9601 para eth1 e 8139too para eth0.

4. Remova e recarregue os módulos de kernel. Você poderá utilizar estes comandos:

# modprobe -r dm9601 8139too
# modprobe -a dm9601 8139too

 

5. Quando você carrega um módulo de kernel, o udev lê o arquivo de configuração relacionado e carrega as regras.

Veja os resultados:

root@canopus:~# ifconfig
eth0      Link encap:Ethernet  Endereço de HW 00:08:54:6a:3a:cd  
          inet end.: 192.168.1.180  Bcast:192.168.1.255  Masc:255.255.255.0
          endereço inet6: fe80::208:54ff:fe6a:3acd/64 Escopo:Link
          UP BROADCASTRUNNING MULTICAST  MTU:1500  Métrica:1
          RX packets:994 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
          TX packets:1151 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
          colisões:0 txqueuelen:1000 
          RX bytes:663937 (648.3 KiB)  TX bytes:290276 (283.4 KiB)
          IRQ:22 

eth1      Link encap:Ethernet  Endereço de HW 00:e0:4c:53:44:58  
          endereço inet6: fe80::2e0:4cff:fe53:4458/64 Escopo:Link
          UP BROADCASTMULTICAST  MTU:1500  Métrica:1
          RX packets:0 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
          TX packets:0 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
          colisões:0 txqueuelen:1000 
          RX bytes:0 (0.0 B)  TX bytes:0 (0.0 B)

lo        Link encap:Loopback Local  
          inet end.: 127.0.0.1  Masc:255.0.0.0
          endereço inet6: ::1/128 Escopo:Máquina
          UP LOOPBACKRUNNING  MTU:16436  Métrica:1
          RX packets:26345 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
          TX packets:26345 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
          colisões:0 txqueuelen:0 
          RX bytes:16608459 (15.8 MiB)  TX bytes:16608459 (15.8 MiB)

 

Espero que isso ajude.

Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , ,

 
2

Conventional keyboard without numpad – do it yourself!

Posted by Eriberto on mar 14, 2012 in Hardware

Hello all,

The objective of this post is show as make a keyboard without a numpad from a conventional and complete computer keyboard. The original post was written in Brazilian Portuguese and is at http://eriberto.pro.br/blog/?p=1050. Though the post is in pt_BR, has several images showing all process. So you can understand the pictures and make your keyboard too!

We will strip the numpad using a hacksaw. You will need a keyboard with the control and the leds out of the area will be cutted off. A great example are the Dell keyboards, as can be viewed in the image bellow (click to enlarge). However, we have thousand of similar keyboards in the world.

keyboard to be cutted

If you have comments, doubts or ideas, please, write here in English. Use the reply area bellow.

Thanks for your international visit! 😛

Enjoy!

 

 

Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , ,

 
47

Teclado ABNT2 convencional mas sem numpad – Eu fiz o meu!

Posted by Eriberto on mar 14, 2012 in Hardware, Vida e Curiosidades

Observação importante, escrita em 15 de março de 2012: pessoal, está havendo uma certa dúvida sobre o porque desse teclado e não um compacto comercial. É porque são diferentes. Por favor, antes de tudo, leiam lá em baixo a minha resposta para o Marcos e entenderão. É uma das primeiras. Obrigado!

Adiantando o resultado final

Eis o meu tão sonhado teclado sem numpad:

A história

Há cerca de um ano, eu publiquei um post que, na verdade, pedia socorro. Por uma questão de conforto e pouca ocupação de espaço eu precisava de um teclado igual a um convencional mas sem a parte numérica. O referido post foi o Preciso de teclado similar ao convencional mas sem numpad. Esse post fez relativo sucesso. Não pelo número de comentários, mas pelo número de visitas que recebe até hoje.

Nunca encontrei o tão almejado teclado. Cheguei a escrever para uns 30 fabricantes, no mundo todo, pedindo que produzissem o teclado. Mas nada aconteceu. Na mesma época, tive a ideia de serrar um teclado mas tive um problema: ao desmontar um, descobri que a membrana interna não podia ser cortada, pois fazia parte de um conjunto. Uma opção seria dobrar por debaixo do teclado. Mas surgiu outro problema: o circuito de controle e de leds, que geralmente fica na parte direita, teria que ser dobrado para baixo do teclado e isso não daria certo. Desisti da cirurgia. E o tempo passou…

De repente, eu vi a luz…

Semana passada, quase um ano depois, andando pelo Supermercado Extra, não pude deixar de observar um teclado da marca Bright. Modelo 0014. Abaixo, uma foto dele:

Observe no topo da imagem que os leds e, consequentemente, o circuito de controle não ficam acima do numpad, como ocorre na maioria dos teclados. Eles ficam deslocados para a esquerda, um pouco acima da área que contém o Home, Delete, Page Up etc. Então, daria para serrar o numpad e dobrar a membrana com facilidade. Não pensei duas vezes. Comprei o teclado.

Algumas características do 0014:

  • USB.
  • ABNT2.
  • Um pouco duro, mas funciona bem. Estou utilizando há cerca de uma semana.
  • Convencional.
  • Barato. Ótimo para experiências.
  • Fácil de ser encontrado. Alguns locais: lojas do Extra (loja mesmo, não o site), Kalunga, microoffice, inecel, outros (procure nas imagens do Google).
  • Site do fabricante: http://www.bright.com.br.

Agora, uma foto da etiqueta que pode ser encontrada no fundo do teclado:

Serrando, colando, construindo…

Ao chegar em casa, retirei todos os parafusos e desmontei o teclado. Agora, vou começar a narrar em fotos todo o procedimento. A ideia é cortar um pouco para dentro do numpad para não danificar a área de controle (que contém os leds), exatamente na linha vermelha mostrada abaixo:

Agora, veja o passo a passo. Se precisar, clique nas figuras para ampliar.

O teclado Dell

No dia seguinte, depois de fabricado o meu teclado, fui a um outro mercado (Atacadão) e, observando os computadores dos caixas, notei que existem teclados Dell com o mesmo formato. É bem provável que o Bright seja uma cópia. Veja:

Bem, esse não é ABNT2 e a Dell não vende teclados separados de computadores no Brasil. Mas no Mercado Livre está cheio de teclados Dell  (e ABNT2). Custam de R$ 13,00 a R$ 30,00. Já comprei o meu e estou esperando chegar para fazer a experiência. Ele deve ser mais suave. Fica a dica!

Ah, existem outros teclados com esse layout. Procurando por keyboard nas imagens do Google, encontrei um Genius. Na verdade, agora eu quero um com teclas iluminadas. Que tal me ajudar a encontrar?

Este post deve gerar muitas ideias em muitas pessoas. Então, não exitem em escrever os seus comentários logo abaixo.

Espero que aproveitem este post.

[]s

Atualização em 25 mai. 2012

Mais uma opção de teclado para corte: http://www.dealextreme.com/p/mcsaite-usb-wired-105-key-keyboard-black-102cm-cable-111573.

Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

 
3

Promoção relâmpago! Pegue aqui o seu saquinho de IPs. Válido somente para este século.

Posted by Eriberto on mar 1, 2012 in Internet, IPv6, Rede, Vida e Curiosidades

Segundo fontes, uma delas aqui, o Planeta Terra chegou a 7 bilhões de habitantes no fim de 2011.

IPv4

Vamos falar de endereços IP. O endereço IPv4 é composto por 4 bytes ou 4 octetos ou 32 bits (é tudo a mesma coisa). Então, raciocinando em bytes, a grosso modo, cada octeto pode ir de 0 a 255, o que nos dá 256 possibilidades. São 4 octetos, o que nos dá 256^4, num total de 4.294.967.296 endereços.

IPv6

Agora vem o IPv6. Ele é composto por 16 bytes ou 8 grupos de 16 bits ou 128 bits. Raciocinando em bytes cada grupo pode ir de 0 a 65535, o que nos dá 65.536 possibilidades. São 8 grupos, o que nos dá 65.536^8, num total aproximado de 3,4 x 10^38 endereços (3,4 undecilões de endereços).

Por habitante da Terra

IPv4 = 256^4 / 7.000.000.000 =~ 0,6 IPs.

IPv6 = 65.536^8 / 7.000.000.000 =~ 4.9 x 10^28 IPs.

Mas será que usarei tudo isso?

Tudo não, penso. Mas muitos. Com certeza, em pouco tempo, talvez 10 anos, tudo terá IP. A geladeira da sua casa, por exemplo, será microprocessada, rodando um sistema operacional, atualizando os preços dos produtos existentes dentro dela pela Internet. E o seu relógio de pulso comprado por R$ 20,00 no camelô? Ele também vai atualizar data e hora, no meio da rua, pela Internet. É fato que você usará vários IPs em casa, no carro etc.

O futuro…

Por mais absurdo que possa parecer, uma hora os endereços IPv6 vão acabar. Então, o IPv6 vai acabar, assim como está ocorrendo com o idoso IPv4.

Pense…

Tags:, , , , , , ,

 
0

Instalação do servidor news INN2

Posted by Eriberto on fev 23, 2012 in Debian, Internet, Rede

Por acaso, me lembrei hoje que eu havia escrito, em 2004, um documento sobre a instalação e a configuração do servidor news INN2 no Debian Sarge. Há poucos instantes, regatei esse documento e publiquei em http://eriberto.pro.br/artigos.

Para quem não sabe o que é um servidor news, segue o que escrevi no início do referido documento:

O INternet News versão 2 é um servidor NNTP1. Com ele, é possível disponibilizar o serviço de Newsgroup em uma rede.

O Newsgroup é um sistema similar a uma lista de discussão. Permite que pessoas cadastradas possam trocar mensagens relativas a um determinado assunto. Essa troca de mensagens, geralmente, busca a solução de problemas.

Uma característica do serviço news é a utilização de um cliente específico ou genérico para a leitura das mensagens. É algo similar ao IMAP só que em grupo. Como cliente, podemos utilizar o Mozilla Thunderbird (Icedove), por exemplo. Duas sugestões para a pesquisa de clientes:

$ apt-cache search nntp client
$ apt-cache search news client

Apesar do documento ter sido escrito para o Sarge, creio que tudo funcionará bem no Squeeze. Não testei mas posso tirar dúvidas aqui.

Bem, talvez isso seja útil para alguém. News é bem bacana e ainda existem alguns serviços desse tipo na Internet, como é o caso do http://news.gmane.org (que também pode ser acessado via browser).

Divirta-se!

Tags:, , , , , , , , , , , , , ,

 
3

WordPress: instalação segura, desempenho e gerenciamento de memória

Posted by Eriberto on fev 16, 2012 in Internet, Linux, Rede, Segurança

Muitos, como eu, utilizam o WordPress para fazerem os seus sites e blogs. E, com certeza, o WordPress é o sistema mais utilizado para blogs e um dos mais difundidos para sites na atualidade. O grande problema é que a maioria dos usuários descompacta o WordPress dentro dos seus GNU/Linux ou dos seus espaços em provedores, realiza a configuração básica via web, instala um monte de plugins e… pronto. Dessa forma, poderão ocorrer muitos problemas de desempenho e segurança.

O grande objetivo deste post é mostrar como agregar um pouco mais de segurança à instalação e como escolher os plugins de uma forma mais cuidadosa.

A instalação do WordPress

Depois da clássica instalação do tipo “descompacte o .zip, chame a URL do site, configure o seu WordPress“, algumas medidas deverão ser adotadas. A primeira delas é via shell (ssh, por exemplo) ou via FTP. Consiste em apagar arquivos que deem pistas sobre o seu WordPress, como versão etc. Ao realizar ataques, por exemplo, é sempre bom saber o software que está rodando do outro lado, incluindo a sua versão. Um dos grandes vilões aqui é o arquivo readme.html do WordPress. Ele cita a versão do WordPress instalado. Será possível encontrar um monte desses arquivos se você procurar no Google por algo como isto:

wordpress inurl:readme.html

Um exemplo de resultado, retirado da web (clique para ampliar):

Assim sendo, apague o quanto antes os arquivos license.txt e readme.html, existentes na raiz do diretório que contém o WordPress. Note que esse procedimento poderá ser necessário também depois de uma atualização do WP. Para tanto, utilize o comando:

# rm license.txt readme.html

Mas há outra saída, caso você deseje preservar tais arquivos. Alterar as suas permissões para 000 com o comando chmod.

IMPORTANTE: depois de escrever esta parte do post, encontrei um plugin que realiza, automaticamente, as ações descritas acima. Ele será comentado mais adiante. Trata-se do SIG.

O próximo passo será alterar o nível de permissão de acesso ao arquivo wp-config.php, que contém a senha de acesso ao banco de dados. Este passo só deverá ser realizado depois da configuração inicial do WordPress, ou seja, já deverá ter ocorrido a conexão entre o WP e o banco de dados. Para tanto, utilize o comando a seguir:

# chmod 400 wp-config.php

Dependendo de como o servidor de páginas esteja configurado, poderemos alterar mais um nível de permissionamento. Um exemplo disso é o Apache2 no Debian, que roda sob o usuário www-data. Então, neste caso, para maior segurança, devermos deixar arquivos com 640 (exceto o wp-config.php) e os diretórios com 750. Ainda, todos os arquivos e diretórios, inclusive o que contém o WordPress, deverão pertencer ao usuário www-data. Para isso, considerando que o site WordPress esteja em /var/www/teste/, deveremos executar:

# find /var/www/teste -type f -perm 644 -exec chmod 640 {} \;
# find /var/www/teste -type d -perm 755 -exec chmod 750 {} \;
# chown -R www-data.www-data /var/www/teste

O último item deste tópico, mas não menos importante,é sobre a conta de administrador. Essa conta, por default, é criada com o nome de usuário admin. Então, os robôs da Internet que buscam descobrir senhas utilizam sempre admin como usuário para tentarem entrar no blog. Por este e muitos outros motivos, é fundamental que você crie um usuário com outro nome para ser administrador e exclua o admin.

Esta é a configuração básica de segurança do WordPress. Os próximos tópicos tentarão descobrir “brechas” ou problemas.

De olho no log

A partir de agora deveremos ter o cuidado de verificar se aparecem erros no log /var/log/apache2/error.log. É MUITO IMPORTANTE testar o WordPress com o tema padrão e sem plugins. Teste com uma página ou com um post e um comentário, dependendo do seu caso. Depois, configure o WordPress, utilizando o painel de controle, de acordo com o seu gosto. Verifique o log novamente. Somente depois disso, instale temas e plugins. Mas não esqueça de testar um a um.

Atualize sempre!

Ao ser informado sobre atualizações no core do WordPress, em plugins ou temas, não hesite! Sistemas atualizados são chave primordial para manter a segurança do seu site. Atualizar ajuda a evitar invasões, defacements etc. Há plugins que avisam por e-mail sempre que uma atualização é lançada. Particularmente, gosto do WP Updates Notifier.

Mas há uma regra básica para atualizações sem impacto: evite alterar o código-fonte do WordPress. Muitos sites ensinam dicas e truques que irão requerer alteração de código. Isso não é bom, pois qualquer atualização irá matar as suas alterações. Prefira utilizar plugins que executem tarefas específicas em vez de alterar código para obter benefícios.

Cuidados com temas e plugins

A maioria dos usuários de WordPress adora instalar temas e plugins indiscriminadamente. Realmente é prazeroso ter um monte de recursos. No entanto, temas não testados e plugins diversos podem trazer alguns problemas, como:

  • Bugs. Um tema ou um plugin pode não funcionar corretamente. Com isso não teremos os resultados desejados, ou teremos resultados indesejados, ou poderemos ter ocorrências de difícil observação mas que nos levarão de simples telas brancas a desastres, como a perda de dados.
  • Problemas de segurança. Isso poderá ocorrer principalmente em plugins que interagem com usuários. Assim, antes de instalar um plugin desse tipo, procure saber sobre o mesmo na Internet.
  • Queda do serviço durante atualizações do WP. Plugins e temas poderão não estar preparados para novas versões do WordPress por ocasião de atualizações.
  • Esgotamento de memória. Quanto mais plugins você tiver, mais consumo de memória você terá. E muitos provedores não toleram isso. Atenção também para plugins que consomem memória descontroladamente.

Como conselho final neste tópico, tenha o MÍNIMO de plugins instalados sempre. Quanto menos, melhor! Mas, para isso, você terá que vencer a sua vontade de ter milhões de plugins instalados. Então, preocupe-se se estiver utilizando mais de 10 plugins. Além disso, verifique o consumo de memória, erros etc. E cuidado com os sites que dizem: 30 maravilhosos plugins para isso ou aquilo. A maioria deles é maravilhosa mesmo. No entanto, os autores desses sites, raramente, testam os plugins que usam ou aconselham e… Espalham o caos.

Fechando o acesso aos diretórios de plugins

Alguns plugins permitem o acesso aos seu diretórios (que podem conter dados valiosos armazenados). Um deles, pelo menos até a versão atual, é o Lightbox Gallery, muito conhecido e utilizado. Para saber sobre o que estou falando, procure no Google por:

inurl:plugins lightbox-gallery

Assim, é uma boa ideia bloquear o acesso direto ao diretório de cada plugin instalado. Há várias formas de fazer isto. Vou citar duas:

  • Se você tiver acesso às configurações do servidor de páginas e se este for um Apache2, edite o arquivo de configuração do site (possivelmente em /etc/apache2/sites-available/) e adicione:
<Directory /var/www/site/wp-content/plugins>
        Options -Indexes
</Directory>

Observe que você deverá alterar, no código acima, a primeira linha, de forma que o path referente ao diretório de plugins fique correto.

  • Se você não tiver acesso às configurações do servidor de páginas, poderá criar um index.php vazio dentro dos diretórios de plugins que não contenham qualquer index (index.php, index.html etc). Realmente esta não é a solução mais profissional. No entanto, ela cai bem neste caso, pois será possível resolver o problema em provedores de acesso e também criar esse tipo de arquivo via script, se o servidor ou provedor permitir o agendamento de tarefas.

IMPORTANTE: o mesmo plugin que citei anteriormente, aquele que encontrei depois de escrever as primeiras partes deste post, também cuida dos diretórios sem index. Ele será comentado mais adiante. Trata-se do SIG.

Plugins essenciais para segurança

Alguns plugins são muito interessantes para a segurança. Na verdade, eles são essenciais e vale a pena tê-los. É importante ressaltar que todos foram testados de forma básica, inclusive no que tange a consumo de memória.

WordPress Firewall 2

Este plugin detecta ataques diversos, bloqueando-os. Utiliza eurísticas e pode avisar, via e-mail, sobre atividades irregulares ocorridas. Simples e rápido de configurar.

WP Sanitize

O WP Sanitize realiza algumas ações de segurança muito importantes. Dentre elas, remove a versão do WordPress das páginas apresentadas na Internet. Ele também possui um recurso muito útil, que é a limpeza diária automática do banco de dados, removendo os overhead (lixo deixado no banco).

WP Updates Notifier

Avisa, via e-mail, sobre a atualização de elementos no WordPress. São eles: o core, plugins e temas. Mas não abuse, pois essas verificações consomem memória e link, e provedores não gostam disso. Sugiro uma verificação por dia.

Silence is Golden Guard plugin (SIG)

O plugin é capaz de fazer verificações diárias no WordPress, atuando sobre problemas encontrados. Alguns já foram descritos neste post e foi gratificante encontrar um plugins que automatizasse as ações. Algumas delas: cria arquivos index.php em diretórios de plugins e outros, apaga arquivos readme.txt etc. NO ENTANTO, este plugin ao ser ativado, consome 5 MB de RAM constantemente (um valor absurdo para WordPress). Esse detalhe foi visto com o auxílio do plugin PHP memory indicator. Assim, creio que seja uma boa ideia deixá-lo desativado. De vez em quando, ative-o, clique em Scan Now (disponível na página de configuração do plugin) e desative-o. Recomendo que faça isso sempre que houver qualquer instalação ou upgrade de core, tema ou plugin. Então, o seu WordPress estará protegido e não haverá consumo de memória desnecessariamente.

WordPress File Monitor Plus

Este plugin realiza o famoso check de integridade do sistema, avisando por e-mail caso algum arquivo tenha sido criado, apagado ou alterado. É bem configurável e essencial para denunciar casos de invasão ou preparação para a invasão. Use isto!!!

BackUpWordPress

Backup sempre é necessário. Este plugin é simples e eficiente. No entanto, ocupa cerca de 1 MB de memória quando ativado. Assim, caso você não tenha outro meio de realizar backup, ative-o. No entanto, caso possa, prefira backup via provedor. Ou ainda, caso o seu provedor lhe dê acesso via shell, como é o meu caso, utilize scripts e tarefas agendadas. Ainda, você terá problemas em provedores de hospedagem compartilhada, caso o seu conteúdo WP seja muito grade. Isso porque durante o backup haverá alto consumo de memória e o processo será encerrado prematuramente. Com isso, dependendo do caso, você nunca terá backup.

Apesar de ocupar 1 MB de RAM, o plugin é o mais simples e eficiente que testei. Cheguei a usá-lo quando hospedava em outro provedor que não me concedia shell. Para se ter uma ideia, o plugin Backup Scheduler, quando ativado, só em stand by, já ocupa mais de 5 MB de RAM.

Agora, veja os logs…

Se você tiver acesso aos logs do servidor, olhá-los será o próximo passo. O que nos interessa é o log error.log do Apache. Normalmente fica em /var/log/apache2/error.log. Lá será possível encontrar algumas ocorrências irregulares, como esta:

[Thu Feb 16 14:27:23 2012] [error] [client 200.x.x.1] File does not exist: /var/www/wp2/wp-content/plugins/silence-is-golden-guard/images/tom.png, referer: http://www.rede.com.br/wp2/wp-admin/options-general.php?page=sig-guard.php

Neste caso, é nítido que está faltando o arquivo /var/www/wp2/wp-content/plugins/silence-is-golden-guard/images/tom.png. Geralmente os problemas apresentados serão relativos à falta de arquivos. Mas isso é importante? Sim! Muito! Porque haverá consumo de mais tempo e memória procurando algo que não existe e, logo depois, escrevendo em log. Os logs também ficarão recheados e ocupando espaço. Então, deveremos fazer os seguinte:

  • Criar os arquivos faltosos, deixando vazio o seu conteúdo. Isso poderá ser feito com o comando touch. Exemplo:
# touch /var/www/wp2/wp-content/plugins/silence-is-golden-guard/images/tom.png

Tratando a memória

A partir de agora falaremos um pouco sobre memória.

O WordPress costuma ser uma dor de cabeça para os provedores de conteúdo, uma vez que a maioria dos administradores de blogs e sites costuma instalar milhões de plugins sem saber o que está fazendo. Então, os WordPress da vida vão virando monstros comedores de RAM. Na maioria das vezes, os provedores optam por utilizar ferramentas que matam os processos, principalmente os baseados em PHP, que estejam consumindo muita memória. O resultado disso, geralmente, será uma mensagem “500 Internal Server Error” na tela de quem acessa o site. Isso ocorre, especialmente, em provedores com hospedagem compartilhada, onde vários site são abrigados pela mesma máquina e usam o mesmo processador e a mesma memória.

O ajuste da memória

Regras de ouro, caso esteja utilizando um espaço comprado em um provedor:

  • Nunca abuse de plugins.
  • Otimize ao máximo o seu WordPress.
  • Faça medição de uso de memória com plugin específico para isso.

Além disso, o WordPress vem configurado para utilizar somente 32 MB de RAM em caso de uso simples ou 64 MB para multisites, que é a situação referente a disponibilizar vários sites e blogs utilizando apenas um motor WordPress. No entanto um WordPress com um tema comum e alguns plugins, em standby, já consome uns 35 MB ou mais. O tema escolhido também interfere nisso. E por incrível que pareça, plugins instalados, mesmo desativados, também consomem memória. Então, será necessário ampliar esse limite de 32 MB ou você enfrentará constantes erros 500. Mas o limite de memória a ser utilizado pelo WordPress não poderá ser maior que o limite estabelecido pelo PHP para todas as aplicações gerenciadas por ele.

A primeira ação será instalar um plugin de visualização de memória. Lembre-se de desativá-lo depois do uso! Então, sugiro o “PHP memory indicator”. Ele mostra dados no rodapé da página. Veja a figura a seguir (clique para ampliar):

O primeiro valor exibido é a quantidade de memória utilizada pelo WordPress (40.74 MB), incluindo o tema e plugins. O segundo valor é a quantidade máxima de memória com utilização permitida pelas configurações do PHP (90 MB). O limite de memória imposto pelo WordPress não é mostrado.

No caso anterior, sabendo que o valor limite default do WordPress para sites e blogs fora do sistema multisites é 32 MB, faltará memória. Com isso, teremos um festival de erros 500, pois os acessos de usuários irão gerar um uso de memória que será rejeitado pelo sistema. Para evitar isso, poderemos alterar as configurações do WordPress. Procure utilizar o valor máximo permitido pelo PHP, reduzido em 10%. Ou seja: 90 – 10% = 81 MB.

Para alterar a quantidade de memória utilizada pelo WordPress, aumentando de 32 para 81 MB, edite o arquivo wp-config.php (na raiz do WordPress) e insira no início, logo depois de <?php:

define('WP_MEMORY_LIMIT', '81M');

Caso você precise de um maior controle sobre o que está ocorrendo na memória e informações detalhadas sobre o sistema, utilize o plugin TPC! Memory Usage. Ele é um pouco difícil de encontrar. Então, clique aqui. Mas lembre-se: depois de utilizar, desative-o! A seguir um exemplo de tela de informações do plugin (clique para ampliar):

Mito: plugin para medir uso de memória lhe dirá tudo!

Muitos e muitos sites e blogs, na verdade todos os que eu vi, dizem que plugins como o TCP! Memory Usage mostram toda a memória que o WordPress está usando. Diversos sites ensinam: “olhe a quantidade de memória utilizada pelo WordPress no radapé, antes e depois da instalação do plugin. A diferença entre os dois será a quantidade de memória gasta pelo plugin”. ERRADO!!!!!!

Qualquer processo, quando ativo, consome muito mais memória do que quando está em standby. Então, um plugin como o BackUpWordPress, por exemplo, irá consumir muito mais memória no momento em que estiver realizando o backup. Além disso, há diversas variáveis que interferem de forma diferente no sistema a cada instante. Então, se você instalar, por exemplo, o PHP memory indicator e executar vários refreshes no browser enquanto olha o rodapé, notará que o consumo de memória variará um pouco. Porque é assim que um sistema operacional funciona! Simples!

Vamos a um exemplo. No rodapé de um WordPress, podemos ver:

Agora, vamos instalar o plugin BackUpWordPress. Depois da instalação, o sistema mostra:

Vamos desinstalar e ver como fica. Resultado:

Observe que houve uma pequena variação, ou seja, o valor final não foi 40.72 e sim 40.69. Isso é o esperado em um sistema operacional. Com isso, a teoria mostrada na maioria dos sites está um pouco fora da realidade, apesar de ser inegável que você terá uma excelente ideia do consumo de memória COM O PLUGIN EM STANDBY. Não é exato. É aproximado. Mas muito próximo do real.

Agora vamos fazer uma prova de fogo. Passei a monitorar a memória com um watch. Depois de vários refreshes em cima do browser que mostra o WordPress, obtive:

# watch -n1 free -m

Every 1,0s: free -m

             total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:          3516        792       2724          0         99        240
-/+ buffers/cache:        452       3064
Swap:            0          0          0

Em outras palavras, o sistema está gastando 452 MB de RAM para se manter neste momento. Agora iniciarei, manualmente, uma operação de backup via plugin. Veja o resultado, durante todo o período do backup:

-/+ buffers/cache:        483       3033

A operação foi repetida e o mesmo resultado foi obtido novamente. Isso quer dizer que, durante o backup, 31 MB de RAM são consumidos (483 MB – 452 MB). É lógico que não foi o plugin quem gastou sozinho esses 31 MB. Isso porque há chamadas de sistema envolvidas, que também consomem memória. Mas consideremos que o BackUpWordPress tenha utilizado, pelo menos, 30% desse total (número mágico que saiu da minha cabeça). Então, podemos arbitrar que o plugin consumiu cerca de 9 MB. Resumo: o plugin ocupa cerca de 850 KB em standby e, estimativamente, 9 MB ou mais em funcionamento. Assim sendo, fique de olho nos seus plugins e temas (também ocupam memória).

É importante ressaltar que, além de consumo de memória, é durante o seu funcionamento que plugins podem apresentar falhas de segurança. Uma atenção especial deve ser dada aos plugins que interagem com o usuário.

Conclusão

A correta instalação do WordPress é muito importante para o seu funcionamento. Segurança também é primordial. Assim, vários detalhes deverão ser observados. Provedores como o DreamHost serão o céu ou o inferno, dependendo de como você hospede o seu site. Se fizer errado ou de qualquer jeito, com certeza, você será presenteado com um festival de erros 500.

Uma dica é testar em um servidor local todo o seu ambiente, antes de fazer upload para o provedor. Observe mensagens de erro nos logs, consumo de memória com auxílio do comando free e plugin específico etc. Assim, você escolherá os melhores plugins e temas. E lembre-se do conselho final: não abuse dos plugins!!! Eles poderão esgotar a memória e, talvez, abrir brechas de segurança.

Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Copyright © 2019 Eriberto Blog All rights reserved.
desk-mess-mirrored v theme from BuyNowShop.com.